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Mário Motta News

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Deputado Mário Motta apresenta ao TCE apontamentos da comissão mista sobre rompimento de reservatório da Casan

Nesta segunda-feira, 18 de dezembro, o deputado estadual Mário Motta (PSD), relator da Comissão Mista da Alesc criada para apurar o rompimento do reservatório de água da Casan, no Monte Cristo, em Florianópolis, teve a primeira reunião de alinhamento técnico com o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) sobre as apurações em curso, visando consolidar os apontamentos que embasarão o relatório final. O encontro marca a parceria entre TCE e a relatoria para o esclarecimento sobre as causas que levaram ao desastre.

Durante os trabalhos a Comissão reivindicou, junto ao Tribunal de Contas, um auditor fiscal externo para dar suporte ao colegiado e contribuir com a elaboração do relatório final. Além disso, uma força-tarefa entre TCE e Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi formada para investigar o acidente. Desta forma, os três órgãos poderão compartilhar as informações e cooperar para chegar às respostas que a população tanto espera.

Desde 11 de outubro, data em que foi criada, a Comissão realizou sete reuniões ordinárias com oitivas, sendo que 10 convidados compareceram e prestaram esclarecimentos. Ao todo, foram 8h48min de questionamentos, mais de 6 mil folhas de documentos analisados, além de diversos requerimentos com pedidos de informações encaminhados à Casan, à Toposolo, empresa responsável pelo projeto do reservatório, e à Gomes & Gomes, que realizou a construção da estrutura que rompeu.

Entre os apontamentos trazidos destacaram-se as divergências entre o projeto estrutural e a execução da obra, identificadas pela equipe de fiscalização do deputado Mário Motta a partir da análise de relatório interno elaborado pela própria CASAN:

– estribos com diâmetro divergentes do projeto: o projeto estrutural previa estribos de 10 mm de diâmetro posicionados a cada 20 cm na região intermediária do pilar. No entanto, os estribos encontrados no local eram de 5,0 mm de diâmetro espaçados em 20 cm, o que corresponde a 1/4 da resistência projetada.

– barras do pilar inadequadamente posicionadas: o projeto estrutural previa 13 barras de 25 mm a serem posicionadas na face externa do pilar, na região de intersecção entre o pilar e a parede. No local do colapso constatou-se que as barras não estavam posicionadas conforme indicado no projeto;

– armadura adicional de ligação pilar-parede ausente: não foram encontrados indícios de execução de armadura adicional de diâmetro de 16 mm espaçada a cada 15 cm.

– concretagem sem a resistência projetada em 70% dos testemunhos extraídos (9 de 13)

Outro ponto que chamou a atenção dos membros da Comissão foi o extravio do diário de obra de outubro de 2017, o único entre os mais de 80 existentes que não foi encontrado e que poderia conter dados importantes sobre a construção da estrutura. O sumiço do documento levou o presidente da Casan, Edson Moritz, a abrir Sindicância por meio da Portaria n. 988/2023 para a apuração de possíveis infrações e responsabilidades.

A Comissão, composta pelos deputados Ivan Naatz (PL), presidente; Marquito (Psol), vice-presidente; Mário Motta (PSD), relator; e pelos deputados Maurício Peixer (PL) e Antídio Aleixo Lunelli (MDB) como membros, apresentará o relatório preliminar no dia 27 de fevereiro de 2024 e, entre outros, deve apontar o que levou ao rompimento do reservatório da Casan em 06 de setembro, atingindo 386 moradores do Monte Cristo.

Departamento de Comunicação do deputado Mário Motta, com informações da Ascom Cláudia Xavier

Fotos: Maíra Linhares da assessoria do deputado

Tags :
Casan,R4,TCE

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